domingo, 14 de fevereiro de 2010

Lidando com cheiros

É imprecionante a capacidade humana em memorizar certos aspectos, memorizamos, guardamos no nosso HD e a informação fica ali retida e no momento certo ela ressurge como o sol de todas as manhãs.
Não tinha parado pra pensar nisso, até que me deparei com situações em que minha memória relembrou coisas que eu tinha guardado, mas nem lembrava que existiam, vou ser mais específico, é como um baú que se guarda tantas coisas, e um dia do nada você resolve fuçar e se depara com diversas coisas que você nem lembrava, por exemplo, o album de fotos da família, um ursinho, um cobertor, um boneco do he man, dentre outras coisas que me falham a memória, ou deixo a imaginação do leitor, afinal o baú é seu, e nele você guarda o que quiser.
Ultimamente minha mémória está alerta aos cheiros, esquisito não?! Mas é verdade, encontro pessoas, sinto seus cheiros e automaticamente ressurge na memória um conhecido com cheiro semelhante. Coisa de doido?! Ser for, considero-me insano!
Lembro da primeira vez que minha memória detectou os cheiros, rapidamente me veio à memória tal pessoa, fiquei pensando, o motivo para aquilo, e cheguei à conclusão de que só armazenava o cheiro devido à importância que tal pessoa tinha na minha vida, afinal se passaram várias pessoas pela minha vida e eu só conseguia lembrar o cheiro de duas, a primeira nem foi tão importante assim, mas a segunda me marcou de certa forma, que mesmo quando não sentia cheiro nenhum, fechava os olhos respirava fundo e sentia seu aroma, eu sentia, porque queria, porque desejava, às vezes me fazia um bem inexplicável, outras, um mal horrendo, uma solidão repleta de saudades.
E depois de tanto tempo, eu ainda sinto o cheiro, o perfume eu sei que não é mais o mesmo, afinal as pessoas amadurecem e mudam seus perfumes, mas eu, eu ainda sinto, e junto com o aroma recordo momentos marcantes da nossa fase juvenil.

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